26 de mai de 2014

A Família Addams Original



Eu devo ser o único de minha geração (anos 80) que conhece o seriado de TV da Família Addams dos anos 60. Em preto e branco, passava na Record às 3h e 30min da madrugada de sábado no final dos anos 90.



     Claro que conheci a família no filme com Raul Julia e Anjelica Huston, com Cristina Ricci e Christopher Lloyd, mas quando estava numa fase em que saía para as boates e me entediava (leia-se "via que não ia pegar ninguém") eu voltava pra casa cedo e depois do primeiro episódio, virei fã. Além de engraçada, a série trazia como Morticia Addams a bela atriz Carolyn Jones, com certeza o charme da produção e a atração principal da série. Ela fez vários filmes, inclusive com Elvis Presley, e participou do seriado da Mulher-Maravilha. Infelizmente faleceu em 1983. Mas fica aqui uma homenagem à Morticia, sua personagem mais marcante e sua beleza gótica na série. 


 



  Na época também foi lançada a série "Os Monstros", que teve uma versão anos 80 ou 90 também num seriado que passava na globo, bem legal. Inclusive a música de abertura foi regravada pelo Ultraje A Rigor no álbum "Por que Ultraje a Rigor?"
       Nessa série - a dos anos 60 - a bela porém estranha esposa era Lily Munster (Yvonne de Carlo - 1922/2007).


Mas como o tempo é cruel! Por favor, não procurem fotos mais atualizadas de belas atrizes do passado. É deprimente!

22 de mai de 2014

Revertério Origens - Semana Santa (2001)

         Embora já tenha comentado sobre esse show anteriormente no blog original, publico mais uma vez. Foi em 2001, no Clube Comercial. Na ocasião, a atração principal era Chico Padilha, e a banda Chapéu de Cobra (eteeerna) também ia abrir o show, e nós nos encaixamos também. Cachê: ZERO!
            Mas nos divertimos: tocamos algumas músicas nossas: o hit Lua Elétrica, e as “novas” Endless Battle, It'll Ever Be e Everything Changes e várias outras, incluindo o tema dos Thundercats e um medley  TNT/Beatles/Ugly Kid Joe, e ainda: Metallica, Kiss, The Trooper do Iron Maiden e Sweet Child O'Mine do Guns. Introduzimos o Juliano (no bom sentido) na banda, ele tocou algumas músicas enquanto o Thiago largou a guitarra e ficou nos backing vocals. Diogo na batera, Gui no baixo, Goia na segunda guitarra. A produção do palco, horrenda, com um manequim da cintura pra baixo encaixado nuns ramos de árvore e uma escada com espiral de luzinhas de natal. E os (dois) canhões de luz, que piscavam alternadamente parecendo não-sei-o-quê!
            Tinha uma galerinha que agitava, enquanto a playboyzada (agroboyzada) e algumas mulheres zanzavam até a quadra de paddle aguardando o show principal ou simplesmente ouvindo o som mecânico que rolava por lá. A gurizada ficou meio longe deixando o agito pros mais novinhos (hoje com quase 30), mas de vez em quando gritavam alguma coisa pra estimular os músicos. O Igor (Cavaleiro Negro, hehe) era um que me gritava: aí padeeeirooo!
            Foi tudo filmado meia-boca pelo pai do Juliano, mas pior é nada! Passei pra dvd pra relembrar. E alguém  tirou fotos (Dani Sanes? Fernanda do Thiago? Peter Parker? - se disserem quem, creditarei devidamente):









Comentários no antigo blog:


14/07/2009 09:14        
       [Diogo]
Foi um show muito massa e provavelmente o que mais suei. hehehe. O Juliano detonou na Sweet Child O'mine!!! ABração!

03/07/2009 13:09        
       [Rato]
Lhéééééé´, lembro do Comercial retumbando e dos agroboys com cara de nojo, massa!

03/07/2009 12:34        
       [Ico]
Bááá, lembro que perdi este show, quando cheguei vocês tinham terminado de tocar. Mas porque o Thiago largou a guitarra e ficou nos backing vocals?
03/07/2009 12:13        
       [Gui] [http://eremitasdodiluvio.zip.net]
A produção do palco era tosca mesmo. Foi um bom show, mas heavy metal no Comercial nunca deu muito certo.. e a gente bem que insistiu. ab

 

13 de mai de 2014

DESEJO NOTURNO - PARTE 7

Comentando a discografia/videografia da banda finlandesa Nightwish:

    O DVD Nightwish – End Of Innocence foi lançado em 2003



   Este item traz algumas apresentações ao vivo em dois festivais. Um com ótima imagem e áudio, embora sem muita produção, o outro com áudio baixo mas um jogo de luzes muito bom. Vale pelas canções 10th Man Down, Dead To The World e uma versão de uma música que se não me engano é da banda W.A.S.P., Wild Child, cantada pelo baixista Marco Hietala. 
   E claro que Tarja está muito bonita também em ambos os shows, embora em um, quando ela tira sua echarpe, sobrecapa, sei lá, fique um pouco estranha em roupas de couro com duas tiras nos ombros, mas desde quando eu entendo de moda? 



   Pena que nas duas seleções ao vivo algumas músicas se repetem. Poderiam ter escolhido melhor os momentos ao vivo. Tem também fotos e dois videoclipes (Over The Hills And Far Away e End OF All Hope).



        Mas a tração principal deste DVD é a entrevista com Tuomas Holopainen, num recanto seu na Finlândia, basicamente um chalé numa ilhazinha dentro de um lago. A entrevista é em finlandês e com legendas em inglês, e ele conta as origens do Nightwish, comenta suas antigas bandas, bebedeiras, sua inspiração de álbuns anteriores, o peso do sucesso, sua depressão, bebedeiras, e a pressão com o trabalho,  e ainda algumas  de suas depressões e bebedeiras. Faz chacota com sua própria poesia e com músicas e clipes antigos, além de comentar cada turnê. Acompanham ele o baterista Jukka e o “gordo” que cantava trechos de músicas com Tarja, Tapio Wilska.
         Tuomas revela ser um cara que sofre por sua própria condição de ser oriundo de um país frio, e estou falando de toda uma carga cultural de falta de tato entre as pessoas. Como disse meu amigo Janderson uma vez citando um professor da faculdade de Geografia: porque no Brasil as pessoas não leem mais? Por que não temos mais cultura (literariamente falando)? É que com nosso clima, quem vai deixar de ir para a praia ou namorar pra ficar lendo? Isso é característica de países frios! Nosso povo é mais caloroso, por isso os estrangeiros percebem que nós somos mais carinhosos e expressivos. Nós abraçamos e beijamos mais nosso filhos, amigos e parentes, temos a libido à flor da pele, somos mais desenvolvidos sentimentalmente. 



       Um cara que vive num país quase polar, como Tuomas, acaba tendo problemas para desenvolver esse lado humano, caso já tenha uma tendência a ser tímido. Mas é graças a essa infelicidade dele que nasceram muitas poesias e músicas boas no Nightwish. Poeta bom é aquele que sofre, disse minha colega Michela Espíndola certa vez. Meu amigo de alcunha Rato (Rodrigo Barbosa) concorda comigo pelo que já pude deduzir. O lirismo e a melancolia romântica que nascem de um ser que sofre apaixonadamente, perdido em delírios e hipérboles advindas da alteração química das conexões neurais causada pela presença do ser amado (e seus malditos feromônios), quando bem elaborada, bem colocados no papel (ou numa bela voz, ou digitado na tela do pc), não tem comparação com o estado poético de registros escritos sobre outros temas como o amor à pátria, a vida no campo ou o raio que o parta, mas isso é a minha opinião!
          Lá na época do lançamento de Century Child, ele revela ter passado uma barra, por isso suas letras nunca foram tão tristes e, como sempre, tudo por causa de uma mulher. Analisando os fatos da época, minha teoria a ser revelada (este texto já é antigo  - minha hipótese já foi confirmada há anos) ganha força.  Durante a entrevista aparecem várias cenas de bastidores de shows, muitas delas no Bar Opinião, em Porto Alegre.

            E vejam algumas coletâneas lançadas até então: Tales From The Elvenpath, de 2004, cuja capa é formada por elementos presentes nas músicas, e Bestwishes, de 2005.


 



            A primeira contava com 3 músicas inéditas, nunca lançadas. Entre elas, minha preferida e a melhor da banda: Nightquest – com letra de aventura e ritmo empolgante numa bela melodia com peso e lirismo – rá! As outras são Lagoon (bem lenta e curta) e The Wayfarer (bem ao contrário e muito boa).